quarta-feira, 20 de julho de 2016

7 dias fora de casa


E cada vez que eu te vejo Forma em mim uma saudade Incontrolavelmente eu quero o seu beijo Que quando parto a dor invade Não quero mais partir Não quero mais te deixar Não quero abraçar o travesseiro E seu corpo ter que imaginar Eu quero estar presente Eu quero estar na tua cama Eu quero nos dois bem juntos Ambos nus, ou de pijama Eu quero te dar alegria Eu quero te dar prazer Quero lhe dar um beijo Toda vez que eu te ver

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Enhorabuena

Entre a sanidade e a audácia
Há falácias
Incompreendias por aquele que não questiona
E abandona
A liberdade inata que herdou
E não perdoou
Aquele cujo nome é santificado
Sagrado

No mar da vida há marés
No amar da vida amares

Toda onda conturbada
E de força insaciada
Desaparece ao se juntar
No azul cristal do mar

Uma alma tão pesada que não toca o céu
Um coração ferido que não se regenera
Do martírio ao demonstrar a emoção
Em vão
Para aqueles que não são.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Regisseur

Marcas do homem na história
Forjadas ao som de vitórias
Guerra e paz, amor e ódio
Não passam de um episódio.

Dizem que o roteiro é todo dirigido
Por um ser divino ungido
Que afaga todo ser
Que em vida nele crer.

A dúvida corrói
E a sabedoria se constrói
Onde o que é certo foi ditado
Encargo algum foi acabado.

Ao fechar vossas cortinas
O escuro mira a retina
E ficamos tempos sem saber
O que há de acontecer.

Temporário

Amanhã é outro dia
A esperança se renova
A felicidade se inova,
Amanhã é um novo dia.

Daqui um mês, talvez
A gente se esqueça
Ou finja e pareça,
Daqui um mês, talvez

Para além de um ano
Promessas serão quebradas
E a vida será pesada,
Isso, para além de um ano

Ao fim da década
Seremos a geração passada
Da tecnologia ultrapassada,
Ao fim da década.

Ao fim do século
Já terei-me ido
Com a certeza de algo sentido,
APENAS ao fim do século

No milênio
Não faço ideia do presente
E o poema? será o inconsciente,
No milênio

Marcas do homem na história
Forjadas ao som de vitórias
Guerra e paz, amor e ódio
Não passam de um episódio.

domingo, 19 de junho de 2016

Redhead

Hoje eu vou dormir mais cedo
Interrompi nosso enredo
Não por qualquer mal
E se quer por ser banal

Onde com força acendeu
Com a mesma força ela morreu
A chama que nos foi dada
De nós também foi retirada

Procura-se o culpado
Desse esboço inacabado
Recompensa: o amor
Desse ilustre beija-flor

Que passou pela minha vida
Totalmente extrovertida
E mostrou com o seu riso
A amostra de um paraíso.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Erosão

"O que foi que eu me tornei?"
Se perguntava toda noite
E cada pergunta era um açoite
"Onde foi que eu errei?"

Escravo da vida era
E não se havia a alforria
A cada primavera
Um suicidio acontecia.

Se não faltava comida
Faltava paz
Faltava os pais
Faltava vida.

Um corpo que não respondia
O que se perguntava
Uma alma já vazia
Onde não se habitava.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

∞ Peças

​
Te conhecer foi importante
Pois descobri um quebra cabeça
E que o problema de não dar certo antes,
Foi que eu estava perto demais para ver a imagem que se formava

E só distante
Fitando entre as pequenas peças
Tive uma experiência incrível
Me apaixonei de maneira inesperada

Hoje vejo formada a imagem
Do que eu chamo de futura mulher
é como observar um complexo quadro
com a beleza das dunas de marapé

Não precisei te decifrar no exato momento
Deixei os nossos momentos revelarem qual era a peça certa
E depois de outros momentos
Queria que fosse minha namorada
[...bem depressa