segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Hydra

A mais pura, fina e clássica arte,
Reprimida por toda a sua sociedade,
E aos que se rebelam no crepúsculo
Sua gloria será maior, nada em minúsculo.

Ao decorrer das águas e das marés,
Ao longo de abraços e pontapés,
A vida flui tão rápido como se deve,
E com a isso faz da morte solene e breve.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Presságio II

E a cada trovoada, ele sentia a punição,
E em sua mente as memórias, de uma destruição,
Soavam como tambores mais altos que os de uma guerra,
E pensava: "Pobre dos homens, enclausurados a esta terra!".

sábado, 14 de dezembro de 2013

Onde está a felicidade?

Pois acho eu que a melhor e mais completa felicidade reside nas mais diversas peculiaridades entre as duas pessoas que procuram a perfeição em si só pelo amor.
Há de haver sim até a perfeição (a que todos imaginamos), mas algo que realmente me preenche o coração é poder desfrutar de iguais peculiaridades pois dentre as coisas pseudo mais belas se encontra o que eu chamo de unificação da alma, o ápice dos seres humanos, a saída dessa vida cotidiana e amarga, sem fim.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O homem chora

O homem já pegou,
O homem já matou.
O homem tomou
O que tinha pra tomar e vazou.

O homem faz guerra,
O homem se enterra,
O homem agora berra,
Saiam todos, minha terra.

O homem é indeciso,
O homem faz improviso,
O homem não ouve aviso.
Ele também destrói sorriso.

Ele sabe muito bem
Que de cinco, três são reféns
E que na vida de agora
De um a dois, o homem chora.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Redenção

Eu sou aquele sorriso sincero 
No meio da multidão, 
Também sou o beijo que ajuda 
A formular uma paixão. 


Como a felicidade, 

Um momento passageiro, 
Saudosa e gloriosa, 
Como a vida de um guerreiro. 


Não tente me encontrar, 

Pois no acaso apareço, 
Ouse me castrar 
E em ti me estabeleço.


Pra morrer inteiro

Nós iremos sim sangrar
E ao final desse roteiro
Apenas um irá consagrar.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pilares (Música)

Am6               Am5+
De arquitetos de um mundo infernal,

Bm7m                  Dm
Aos que perecem em estado terminal.

Dm7/C                            Bb5-
Nascem e se rebelam com imensa fúria

Bbº                                   A7
Daqueles que desfrutam da maior luxúria.


Am6               Am5+
Devastadores de almas e lugares,

Bm7m                       Dm
Habitam em cavernas e bares

Dm7/C             Bb5-
Sugam de você toda alegria

A7                                    F6
E te deixam em uma eterna agonia.


(Incapacitado e completo desolado onde os sentidos, não mais tem valor.)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sebastian Rupf em: Rücksichtslos e Tröstlich, uma explicação alternativa.

 Sebastian Rupf era um garoto comum como todos os outros e a única coisa que o diferenciava era sua percepção do futuro e do agora, onde ele vivia simultaneamente aqui e lá, diga-se de passagem em dois mundos. Um tanto quanto muito pensante sobre as coisas mais banais até as mais extraordinárias, tal hábito foi esse que ocasionou a formação de ansiedade e desespero dentro de si.
 Ora pois, se não nessa idade (quinze anos) qual mais seria a do desespero? Onde você percebe que vida não é nada legal e vai ter que largar as coisas que mais gosta para poder ser um mero servo do mundo, afinal nós precisamos de dinheiro.
E a ansiedade? Tremenda por não saber o que virá acontecer - Seb não acreditava em destino - mesmo plantando e regando, talvez simplesmente, a planta não brote. É assustador, não é? Mas mesmo assim ele via a si mesmo no futuro bem sucedido, um pouco rico, com a sua mulher e seu casal de filhos a gozar da felicidade que uma família traz mas também não obstante sua mente também produzira um homem que vagava pelas ruas atrás de trocados tocando e cantando feliz da vida (até mais que a primeira projeção) em busca da sua razão, afinal a gente tende a seguir o que nós achamos que trará felicidade, não é?
 Sebastian então distinguiu e dividiu em dois, o mundo que vivia sendo eles o "Rücksichtslos" e "Tröstlich",
  Rücksichtslos como chamava o mundo do agora, do presente, era impiedoso e não permitira falhas e Tröstlich o mundo do depois, o  futuro, mesmo algo dando errado ele acreditaria que nesse mundo do depois viria a dar certo. Pensando um pouco ele percebera que assim funcionava grande parte das coisas ao seu redor, Rücksichtslos - o impiedoso - vivia nele no tempo de agora e Tröstlich - o confortante - viveria nele somente no futuro e assim era com todas as pessoas, elas passavam a acreditar que o futuro seria algo confortante. 
 - Mas como viver no futuro se sempre estou no agora e só dele que vivo? - Indagado refletiu. Concluiu que ele talvez fosse prisioneiro do agora e somente imaginaria, olharia, e sentiria de perto Tröstlich mas não poderia dele usufruir, logo era a vida o que todos descreviam como "o Inferno" e Tröstlich seria "o Céu", ele então achara com a sua razão a sua resposta.